Rifados é o nome desta nossa coleção de cadernos que assume os desperdícios como matéria-prima - quer por uma questão de sustentabilidade, quer pelo seu imenso potencial. Cada caderno é o prémio pela rifa comprada. É um jogo, onde se sabe à partida que o prémio será sempre um caderno com determinadas características!
A maior novidade, nesta nova edição, é o novo formato de cadernos: A6 (bolso), que se veio juntar ao A5.
Foi há sensivelmente um ano que vos falei da primeira série de cadernos feitos a partir de desperdícios que fui acumulando ao longo destes anos de beija-flor (e já lá vão 14!). Este ano decidi fazer uma nova edição, também ela muito pequena mas com uma novidade: alguns cadernos num novo formato - o A6.
Read MoreO calendário beija-flor para 2026 é, tal como no ano passado, um calendário de mesa.
É um calendário mas não apenas um calendário.
Desafiei, uma vez mais, o Frederico Marques (criativo que já devem reconhecer de outras coleções beija-flor) a criar 12 expressões, que revisitam ditos da cultura popular, que podemos isolar e usar como 12 postais. O Frederico alinhou e, com o seu humor característico, criou estas expressões com alusões - umas mais óbvias do que outras - aos meses do ano.
Foi numa manhã solarenga de Verão que me encontrei com a Inês Maldonado, a quinta criativa desta rubrica histórias em papel.
A Inês é designer e, depois de algumas aventuras partilhadas, assume hoje em dia o seu trabalho a solo no ateliermaldonado. É designer e, acrescentaria eu, uma contadora de histórias incrível, que parte muitas vezes das memórias dos objectos que vai guardando (seus, da sua família única e de outras tantas com as quais se vai cruzando) e do encontro destas com as experiências que vai acumulando, para criar de forma única.
Partindo, uma vez mais, dos nossos desperdícios enquanto matéria-prima, criámos esta coleção de cadernos de capa mole, com costura colorida exposta e miolo pintado.
São cadernos simples, com o miolo todo liso que procuram promover o registo de ideias, esboços, rascunhos, anotações informais, no fundo tudo aquilo que uma sebenta pode conter. Foi assim que chegámos ao nome desta coleção - sebenta - um caderno simples, usado para desenhar, escrever e/ou planear, sem receios ou medos.
A quarta criativa da nossa rubrica histórias em papel é a joalheira Inês Telles, que assina a marca de joalharia em seu nome próprio.
As suas jóias (e acrescentaria ainda que a sua linguagem e espaços) são delicadas, elegantes e carregadas de simbolismo. É notória a influência da Natureza, das texturas, das diferentes culturas na suas peças e foi maravilhoso conhecer um pouco mais da sua história, da sua relação com o papel e do seu processo criativo.